– Laboratório de História Oral do CHC Santa Casa, que
documenta há mais de 30 anos a memória institucional do primeiro hospital do
Rio Grande do Sul, ganhou escala com inteligência de voz
A Santa Casa de Porto Alegre, o hospital mais antigo do Rio Grande do Sul,
mantém, há três décadas, uma iniciativa de preservação da sua memória
institucional. O Laboratório de História Oral reúne entrevistas com
funcionários, ex-moradores dos arredores, voluntários da instituição, entre
outros agentes, produzidas em blocos temáticos e transformadas em publicações:
livros físicos, documentários e um acervo público, disponível na Sala de
Pesquisa, que atualmente conta com cerca de 600 entrevistas catalogadas.
Durante anos, dar conta desse volume foi um desafio operacional significativo. A
transcrição era feita manualmente, e uma entrevista de três horas podia
consumir doze horas de trabalho, mesmo para um profissional experiente,
familiarizado com a terminologia médica, especialidades e referências
históricas que pontuam as narrativas.
“Já tive períodos em que chegava às sete horas da manhã e transcrevia até sete
horas da noite”, lembra Edna Ribeiro de Ávila, historiadora que atua no
projeto há 20 anos.
Com o
aumento do ritmo de produção, o processo manual deixou de ser sustentável. A
equipe precisava de uma solução que fosse capaz de atender à escala, à
complexidade linguística das entrevistas e, principalmente, às exigências de
proteção de dados da instituição.
Tecnologia de ponta com segurança de dados
A Santa Casa acionou seu setor de Tecnologia e Inovação para buscar alternativas,
com um critério determinante: a conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção
de Dados). Entre as soluções avaliadas, a Celeste AI, startup brasileira
especializada em inteligência de voz, foi a única que atendeu a todos os
requisitos da instituição, incluindo o armazenamento de dados no Brasil e
arquitetura alinhada à legislação vigente.
“A Celeste foi a solução que reuniu tudo o que precisávamos: precisão na transcrição,
segurança no tratamento dos dados e facilidade de uso no dia a dia”,
afirma Gabrielli Lucas, historiadora do projeto.
A adoção teve início no final de 2024, com a tecnologia sendo incorporada
diretamente ao fluxo de trabalho: ao fim de cada entrevista do projeto, o
arquivo de vídeo é enviado para a plataforma. Em minutos, o agente de IA da
Celeste, especializado em português brasileiro, incluindo vocabulário técnico e
variações regionais, transcreve o documento e o disponibiliza para download
junto a um resumo automático que a equipe do CHC Santa Casa passou a salvar
como parte da documentação de cada entrevista.
Menos tempo de transcrição, mais produtividade e eficiência
Com a Celeste AI, a equipe do CHC Santa Casa estima uma redução de 90% no tempo
dedicado à transcrição. O que antes consumia dias de trabalho concentrado agora
acontece em minutos, liberando a equipe para as etapas de revisão, edição e
publicação. “A diferença é enorme. Conseguimos transcrever rapidamente e
manter o ritmo do projeto sem sobrecarregar ninguém”, destaca Edna.
O acervo do Laboratório de História Oral fica disponível para pesquisa pública,
servindo como fonte histórica para estudos sobre medicina, enfermagem e a
história da saúde no Rio Grande do Sul.
Para Ana Paula Pereira, CEO da Celeste AI, o projeto do CHC Santa Casa ilustra o
propósito da empresa: “Nossa missão é transformar a voz em ativo
estratégico para as organizações. Ver uma instituição como a Santa Casa
preservar décadas de memória com mais eficiência e segurança é exatamente o
impacto que buscamos gerar”.
Inteligência de voz
A Celeste AI é uma plataforma de inteligência de voz que transforma conversas em
dados estratégicos para as organizações. Em um cenário em que empresas e
instituições geram volumes crescentes de informação por voz, a Celeste atua
como uma camada de inteligência operacional sobre interações de vendas,
atendimento e compliance, identificando padrões, gargalos e oportunidades ao
longo das jornadas corporativas, apoiando decisões mais rápidas e consistentes.