Tecnologia ajuda a antecipar riscos e proteger elefantes da caça furtiva na África do Sul
Divulgação

Apenas 17% das áreas consideradas
adequadas para a sobrevivência dos elefantes na África estão atualmente
disponíveis para os animais. A redução e a fragmentação dos habitats, somadas à
caça furtiva e aos impactos das mudanças climáticas, ampliam os riscos para as
populações e tornam cada vez mais necessária a adoção de estratégias capazes de
combinar conservação, tecnologia e desenvolvimento social.

O cenário ganha destaque no Dia
Mundial dos Elefantes, celebrado em 12 de agosto. A data chama atenção para os
desafios enfrentados pela maior espécie terrestre do planeta e reforça a
importância de iniciativas que contribuam para a proteção da biodiversidade e
para a convivência sustentável entre pessoas e animais.

Na África do Sul, uma iniciativa
desenvolvida pelo ERP, sigla para Elephants, Rhinos & People, utiliza
recursos tecnológicos para ampliar a segurança de elefantes que vivem em áreas
de risco. A EPI-USE, consultoria especializada em soluções tecnológicas e
integrante do Group Elephant, participa do projeto, que une a preservação de
elefantes e rinocerontes ao desenvolvimento socioeconômico de comunidades
rurais localizadas próximas às áreas de conservação.

Por meio da SAP Cloud Platform, a
iniciativa monitora e rastreia os deslocamentos dos rebanhos. O acompanhamento
dos movimentos permite antecipar a presença dos animais em determinadas regiões
e apoiar ações preventivas de proteção. Com informações mais precisas sobre os
trajetos percorridos, as equipes responsáveis conseguem identificar situações
de risco e fortalecer as estratégias de enfrentamento à caça furtiva.

A tecnologia, nesse contexto, passa
a desempenhar uma função que vai além da eficiência operacional. Dados e
sistemas digitais são utilizados como ferramentas de conservação, contribuindo
para ampliar a capacidade de monitoramento em áreas extensas e apoiar decisões
mais rápidas para a proteção da fauna.

“A preservação da biodiversidade
exige uma visão integrada. Proteger os elefantes e os rinocerontes significa
também olhar para as comunidades que vivem próximas a esses animais e criar
condições para que a conservação gere benefícios sociais duradouros. A
tecnologia pode ser uma importante aliada nesse processo ao transformar dados
em informações capazes de apoiar ações preventivas e ampliar a segurança das
espécies”, afirma Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil.

A proposta do projeto parte do
entendimento de que a proteção da vida selvagem está diretamente relacionada à
melhoria das condições de vida das populações rurais. Por isso, as iniciativas
apoiadas pelo grupo combinam conservação ambiental e desenvolvimento econômico,
buscando reduzir vulnerabilidades sociais e fortalecer alternativas
sustentáveis para as comunidades que compartilham seus territórios com espécies
ameaçadas.

O modelo também amplia o debate
sobre a atuação das empresas na agenda ESG. Em vez de limitar a responsabilidade
socioambiental a ações pontuais, a iniciativa integra investimentos de longo
prazo em conservação, inovação e impacto social. A EPI-USE destina 1% da
receita global do grupo a projetos voltados à proteção de elefantes e
rinocerontes em risco, com uma estratégia baseada na redução da pobreza em
comunidades rurais próximas às áreas de ocorrência das espécies.

“Os desafios ambientais atuais
exigem colaboração e soluções que considerem as diferentes dimensões da
sustentabilidade. Quando tecnologia, conservação e desenvolvimento social atuam
de forma integrada, é possível construir resultados mais consistentes para as
pessoas, para os ecossistemas e para as futuras gerações”, destaca Medeiros.

A relevância de iniciativas desse
tipo cresce em um momento em que empresas são cada vez mais cobradas por
resultados concretos em suas estratégias ambientais e sociais. Para além da
redução de impactos, a agenda ESG passa a incluir a capacidade de contribuir
para a preservação de ecossistemas, apoiar comunidades e desenvolver soluções
que possam gerar benefícios permanentes.

A experiência desenvolvida na África
do Sul reforça que a inovação pode assumir um papel relevante na proteção da
biodiversidade. Ao transformar dados sobre os movimentos dos animais em
informações para prevenção e monitoramento, a tecnologia ajuda a criar novas
possibilidades para enfrentar ameaças históricas, como a caça furtiva, e
fortalece uma visão de conservação que considera tanto a sobrevivência das
espécies quanto o futuro das pessoas que vivem ao redor delas.

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