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Sobrevivência: a bússola que guia a humanidade e aponta para a Inteligência Artificial

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*Luis Namura

 

Em uma reunião no dia 12/08/2025, com a equipe de uma Secretaria Municipal de Educação, foi feita a seguinte pergunta aos participantes:

 

“Se você tivesse que definir o Namura com uma única palavra, qual seria essa palavra?”

 

As respostas a esse questionamento dadas por três participantes foram as seguintes:

 

  • Participante 1: Obstinado
  • Participante 2: Inovador
  • Participante 3: Visionário

 

Se tais assertivas forem corretas, elas são apenas as consequências observadas, decorrentes das ações praticadas.

 

Mas qual seria a causa dessas ações? Creio que o senso que melhor traduz essa causa seja: luta pela sobrevivência.

 

Assim, entendo que tais características advenham de uma palavra-chave, uma palavra-guia, uma bússola orientadora do raciocínio e da ação: SOBREVIVÊNCIA.

 

Com certeza, há muitas emoções humanas que fazem as pessoas agirem, como ambição, ganância, medo, amor. Mas nenhuma supera a força da luta pela sobrevivência, pois o instinto prevalece às emoções.

 

Foi essa luta pela sobrevivência que fez o leão correr atrás da gazela, a gazela fugir do leão e o macaco subir nas árvores e, somente milhões de anos após, com a evolução, o fez descer e se tornar Homo sapiens. A luta pela sobrevivência é uma força avassaladora que impulsiona a evolução das espécies.

 

A história também demonstra, com inúmeros exemplos, que o instinto de sobrevivência tem sido um forte guia indutor de muitas ações humanas (tanto no nível micro, quanto macro), que nos trouxeram ao estágio atual. Senão, vejamos:

 

Micro

  • Por que o criminoso foge da cena do crime? Porque não quer ser pego: instinto de sobrevivência.

 

  • Por que pessoas não largam um emprego? Porque a CLT dá sensação de segurança: instinto de sobrevivência.

 

  • Por que pessoas montam uma empresa? Porque têm a ilusão de que vão trabalhar menos, ganhar mais e garantir um futuro melhor: instinto de sobrevivência.

 

Macro

  • Por que Mao Tsé-Tung matou 60 milhões de chineses? Porque não queria opositores ao seu governo: instinto de sobrevivência.

 

  • Por que Deng Xiaoping proferiu a frase “enriquecer é glorioso”? Porque a “Revolução Cultural” de Mao estava matando a China: instinto de sobrevivência.

 

  • Por que a Rússia invadiu a Ucrânia? Porque a OTAN expandiu seus domínios para o leste europeu e Putin se sentia ameaçado: instinto de sobrevivência.

 

Evidências

  • Uma mãe, por instinto de sobrevivência da espécie, tira de si e dá ao seu filho.

 

  • China, por instinto de sobrevivência da nação, hoje pede às chinesas que tenham mais filhos ao invés de menos.

 

  • EUA, por instinto de sobrevivência da sua hegemonia, investem na Intel para passar a produzir chips no país e não mais em Taiwan (alteração da cadeia global de suprimentos).

 

  • Elon Musk, por instinto de sobrevivência, constrói naves espaciais para popular Marte e termos uma saída para a espécie humana caso a vida na Terra se torne insustentável.

 

  • O capital, por instinto de sobrevivência, muitas vezes apoia ações autoritárias (George Soros – mega investidor) para manter o poder e o controle que o autoritarismo proporciona.

 

Consequências

  • A escola, por instinto de sobrevivência, passa a aceitar novos métodos educacionais (metodologias ativas x passivas), pois, somente assim os alunos conseguirão enfrentar, por si sós, os desafios da vida adulta.

 

  • Os professores, por instinto de sobrevivência, terão de ensinar os alunos a fazerem perguntas, ao invés de apenas decorar respostas às questões que lhes são formuladas.

 

  • Todos, por instinto de sobrevivência, têm de mudar o modelo mental de resposta às dúvidas para o modelo mental de pergunta à IA e, após, analisar a qualidade da resposta oferecida pela IA.

 

  • Nós, por instinto de sobrevivência, temos de entender e utilizar a IA para não sermos tragados pelo tsunami digital que está moldando o mundo atual.

 

Corolário

  • Sobrevivência: bússola que guia ações humanas
  • Adaptação: estratégia que garante a sobrevivência
  • Conhecimento: ferramenta que permite adaptação

 

Conclusão

 

Mark Zuckerberg jamais imaginou que um “álbum digital” de fotos das meninas da universidade geraria a revolução que as redes sociais causam no mundo atual.

É muito difícil prever o futuro.

 

Thomas Edison jamais imaginou a transformação que a eletricidade causaria no mundo; apenas queria iluminar casas e ruas de um modo mais eficiente do que acender lampiões todos os dias. Hoje o mundo depende da eletricidade. É muito difícil prever o futuro.

 

É muito difícil prever o futuro da IA, mas podemos intuir que, assim como Edison não enxergou todas as possibilidades que a energia elétrica traria, nós também não conseguimos ver tudo o que a IA nos trará.

 

Por ora, não estamos enxergando o que virá pela frente, mas, com certeza, podemos cravar: daqui por diante o mundo dependerá da IA!

 

Assim, observando toda a história humana, com fulcro no instinto de sobrevivência inerente aos seres vivos, nossa melhor atitude, frente ao tsunami digital que está em curso, é adaptar-se através da aquisição de conhecimento.

 

Portanto: estude IA e insira IA na sua vida imediatamente!

 

*Luis Namura é CEO do grupo Vitae Brasil, holding com 1200 funcionários em 5 verticais: Educação, Saúde, Meio Ambiente & Energia, Marketplace e Startups, é formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais prestigiadas escolas de engenharia do país, especialista em Marketing e Administração de empresas, com MBA em franchising pela Louisiana State University, MBA em Vendas, Marketing e Geração de Valor pelo Grupo Primo e MBA Macroeconomia & Portfólio Management pelo Grupo Primo.

Atuou como professor de escolas técnicas e do curso pré-universitário Objetivo durante o período de faculdade e, posteriormente, como engenheiro de sistemas na Kodak do Brasil. Possui também Licença PCH (piloto comercial de helicóptero).

Em 2020, lançou seu primeiro livro “Yes, You Can! – Como fazer a sua empresa decolar” com o objetivo de que seja um guia para aqueles que querem começar ou melhorar a performance de seus negócios. Além disso, 100% do lucro líquido do livro é destinado a duas instituições de caridade do Vale do Paraíba, a JAM – Jacareí Ampara Menores e o Instituto Semear. Na atividade empresarial, conquistou, durante sete anos consecutivos, o prêmio de melhor franqueador regional do mundo entre os pares da Futurekids Inc., o que lhe valeu um convite para assumir o cargo de CEO mundial da corporação sediada em Los Angeles – USA. Sua veia de empreendedor em série o levou a fundar 15 empresas e implantar mais de 300 negócios ao longo de sua carreira, onde chegou a faturar US$1 milhão em uma única tarde e mais de US$ 1 bilhão em vendas totais.

Durante sua jornada, foi reconhecido com a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo, teve a primeira Patente Verde do Brasil, Menção Honrosa de Mérito Ambiental da FIESP e o prêmio Cidades do Futuro no IV Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação para o equipamento VORAX, de sua empresa Solum Ambiental.

Na vertical educacional, sua empresa Planneta Educação recebeu o título Top 5 melhores do Brasil em Qualidade de Vida no trabalho pelo PNQV – Prêmio Nacional de Qualidade de Vida, Top 100 empresas do país que mais contribuem para o desenvolvimento dos estudantes brasileiros pelo “Prêmio CIEE Melhores Programas de Estágio”, Parceiro do Ano – Região da América Latina e Caribe (Latin America and Caribbean Regional Partner of the Year) na categoria Setor Público pela Microsoft, Top 50 melhores empresas para estagiar em todo estado de São Paulo e também foi reconhecida pelo United Nations Development Business, órgão responsável por fomentar e divulgar projetos financiados pela ONU, Banco Mundial, BID, BIRD, entre outros.

Hoje, divide seu tempo como mentor das empresas que preside, conselheiro de startups e palestrante no Brasil e nos Estados Unidos. Tem sido convidado por entidades empresariais como FIESP, além de Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e faculdades como a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) para proferir palestras com foco em administração, marketing, empreendedorismo, franchising, educação, tecnologia, inovação e cogeração de energia em cursos de graduação e pós-graduação.

No ano passado esteve no painel de discussão “Boosting investment in local social infrastructure” do Brazil Summit, promovido pelo Financial Times, em Nova York.

Além disso, possui um podcast sobre empreendedorismo chamado Cérebro do Namura e criou um infoproduto, onde ensina tudo o que aprendeu nessas três décadas no mercado em um método único para que mais pessoas possam alcançar o sucesso que alcançou.

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