Cibersegurança

Quem fica com seus dados após a morte? Herança digital avança no debate brasileiro

Share
Divulgação
Divulgação
Share

Fotos, vídeos, mensagens, documentos, criptomoedas e até perfis em redes sociais já fazem parte do patrimônio digital de milhões de brasileiros. Com isso, cresce também a discussão sobre como garantir que essas informações sejam preservadas e destinadas corretamente após a morte de uma pessoa.

O tema ganhou ainda mais destaque com o avanço das discussões sobre herança digital no Brasil e o surgimento de plataformas especializadas em planejamento pós-morte, como o Guarda Digital.

Em entrevista ao Monitor Mercantil, o CEO da empresa, Sidney Pedrotti, explicou que a plataforma funciona como um cofre digital para armazenar informações importantes e orientar familiares em momentos delicados.

Nós somos um cofre que guarda as informações de uma pessoa para que, quando ela não esteja mais aqui, a família tenha acesso de forma orientada a essas informações”, afirma.

Um dos diferenciais da ferramenta é a figura dos chamados guardiões, pessoas de confiança escolhidas pelo usuário para validar a abertura do cofre digital em caso de falecimento.

O guardião não tem, necessariamente, acesso ao conteúdo do cofre, a não ser que seja designado como beneficiário pelo contratante”, explica Pedrotti.

A segurança também é um dos pilares do sistema. Segundo o CEO, todas as informações são protegidas por criptografia inspirada em tecnologias utilizadas pelos setores bancário e financeiro.

Além dos bens com valor econômico, como criptomoedas, milhas e canais monetizados, a herança digital inclui conteúdos de valor afetivo, como fotos, vídeos, mensagens e documentos armazenados na nuvem.

Para Pedrotti, a discussão sobre o tema se torna cada vez mais necessária diante da transformação digital da sociedade.

Nós vamos ter mais perfis de pessoas falecidas do que de pessoas vivas até 2070. Em algumas décadas, vamos ter, literalmente, um cemitério virtual”, destaca.

Enquanto o tema avança no debate jurídico e legislativo brasileiro, especialistas apontam que o planejamento digital já deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade, especialmente para quem deseja proteger seu patrimônio e preservar sua memória para as próximas gerações.

Share
Artigos Relacionados
Divulgação
Cibersegurança

Ciberataques avançam e aumento de identidades não humanas amplia riscos de nas empresas da América Latina

Para cada funcionário estimam-se até 50 logins de bots. Ataques mais sofisticados...

Divulgação
Cibersegurança

Mais de 25% dos ataques cibernéticos acontecem por acessos diretos de invasores

Malwares já não são mais as principais estratégias de violação. Identidades em...

santander/divulgação
Cibersegurança

Santander reforça Alerta de Segurança para empresas contra golpes e fraudes

O Santander anuncia o lançamento de novos recursos do Alerta de Segurança...

Divulgação
Cibersegurança

28/01 Dia Internacional da Proteção de Dados: Seus dados estão realmente protegidos na internet?

Advogada lista 8 informações que você precisa saber sobre proteção de dados...