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Dados e IA ganham protagonismo na gestão de destinos turísticos

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Divulgação/WAM
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A aplicação de dados e inteligência artificial (IA) na operação turística foi um dos temas centrais do Turistech Summit, evento que reuniu executivos do setor para discutir estratégias de eficiência e crescimento. No painel “Dados que movem destinos: inteligência de mercado para o turismo”, lideranças como Paulo Rezende, vice-presidente da Amadeus Brasil Ltda; Christiano Penna, fundador e CEO da Bebook; e Higino Vieira, CTO da WAM Experience, apresentaram casos práticos de uso de tecnologia para tomada de decisão e melhoria da experiência do cliente.

Durante a discussão, Higino Vieira detalhou a evolução recente da companhia na adoção de soluções baseadas em dados. Segundo o executivo, o grupo, que atua em hospitalidade e entretenimento, reúne atualmente 10 hotéis, cerca de 3 mil leitos, quatro parques temáticos e operações em seis destinos, além de uma base de aproximadamente 80 mil clientes ativos.

Vieira contextualizou que o foco da empresa foi, em 2025, direcionado para o uso intensivo de tecnologia com objetivo de incremento de resultados. “Entramos em 2026 com vários cases de tecnologia, inteligência artificial e utilização de banco de dados aplicados. Tudo isso precisa estar conectado com inteligência para melhorar a experiência e a eficiência operacional”, afirmou.

Entre as iniciativas destacadas, está a implementação de agentes conversacionais para atendimento ao cliente. De acordo com o executivo, a solução evoluiu de um modelo inicial de interação para um sistema mais robusto de pós-venda. “Hoje temos um único agente que já emitiu mais de 200 mil boletos em um ano. As pessoas continuam sendo fundamentais, mas a tecnologia elimina ruídos e aumenta a produtividade”, disse.

Outro ponto abordado foi o desafio de integração de sistemas no setor de turismo, considerado por Vieira como um dos principais entraves tecnológicos da indústria. Para lidar com essa questão, a empresa estruturou um data lake com ingestão de cinco anos de dados, permitindo a análise consolidada das operações. O primeiro caso de uso priorizado foi a gestão de ocupação, indicador considerado estratégico para decisões operacionais e comerciais.

Segundo o executivo, os resultados com o uso de dados foram percebidos de forma imediata. A partir da integração entre informações de ocupação, consumo e multipropriedade, a empresa passou a desenvolver análises mais detalhadas sobre comportamento do cliente. “Com ocupação, sabemos desde o dimensionamento de serviços até decisões de equipe. Ao integrar esses dados com consumo, conseguimos entender preferências e personalizar a jornada”, explicou.

Vieira também destacou o avanço para modelos preditivos em 2026, com base na análise de dados históricos e variáveis externas, como calendário e eventos regionais. As informações são disponibilizadas em interfaces conversacionais para diferentes níveis da operação. “O gestor consegue perguntar, em linguagem natural, indicadores de desempenho e obter respostas em tempo real. Estamos na fase de democratizar o uso dessas ferramentas dentro da operação”, afirmou.

Ao abordar recomendações para empresas que desejam iniciar o uso de dados, o executivo enfatizou a necessidade de foco e aplicação prática. “O primeiro passo é atuar em um nicho específico e entender qual resultado aquilo produz. Para prosperar no ambiente de negócios, a chave é transformar dados em resultado, em retorno financeiro. Isso exige clareza sobre quais informações são realmente necessárias”, concluiu.

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