Advogada lista 8 informações que você precisa saber sobre proteção de dados pessoais na internet
No Dia internacional da Proteção de Dados Pessoais, celebrado no dia 28 de janeiro, a privacidade volta ao centro do debate em meio à ampla digitalização de serviços como compras online, redes sociais, aplicativos de saúde, bancos digitais e plataformas públicas, que coletam e processam diariamente dados sensíveis dos cidadãos.
Segundo um levantamento realizado em 2025 pela Proton, empresa de tecnologia focada em privacidade e segurança digital, mais de 300 milhões de registros pessoais foram identificados como comprometidos e vazados na dark web, circulando em mercados de crimes cibernéticos, com grande parte deles contendo senhas e outros dados sensíveis, o que evidencia a fragilidade da proteção de dados pessoais e reforça a importância de práticas robustas de segurança e de leis como a Lei Geral de Proteção de Dados(LGPD).
Para esclarecer esse cenário e orientar a população sobre os principais riscos, a professora e coordenadora do curso de Direito da Afya Centro Universitário Itaperuna, Dra. Rayla Santos, esclarece as principais dúvidas sobre proteção de dados pessoais na internet.
- O que são dados pessoais e por que eles merecem tanta atenção?
Dados pessoais são todas as informações que permitem identificar uma pessoa, direta ou indiretamente, como nome, CPF, e-mail, endereço, número de telefone e até dados de localização e hábitos de navegação. Quando usados de forma indevida, podem gerar prejuízos financeiros, fraudes, discriminação e violações à privacidade.
- O que é a LGPD e qual o seu objetivo?
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) regula como empresas, instituições e órgãos públicos podem coletar, armazenar, compartilhar e utilizar dados pessoais no Brasil. O objetivo é garantir mais transparência, segurança e controle ao cidadão sobre suas próprias informações.
- Quais são os principais desafios da LGPD hoje?
O maior obstáculo ainda está na prática cotidiana das organizações. Atualmente, um dos maiores desafios reside na consolidação de uma cultura organizacional verdadeiramente comprometida com a proteção de dados. Muitas instituições ainda encaram a LGPD como mera exigência normativa, sem compreender sua dimensão ética e estratégica. Questões como falta de profissionais capacitados, dificuldade na implementação de políticas internas eficazes e resistência à mudança de processos já consolidados.
- E olhando para o futuro, o que muda?
Os desafios tendem a se tornar mais complexos com o avanço tecnológico. Para os próximos anos, vislumbro desafios ainda mais sofisticados: a integração da proteção de dados com tecnologias emergentes como inteligência artificial, blockchain e internet das coisas, será fundamental formar profissionais que conciliem conhecimento jurídico e domínio técnico, para que a inovação não comprometa direitos fundamentais.
5. A LGPD é apenas uma lei ou algo maior?
A LGPD vai muito além do aspecto jurídico. A LGPD transcende os limites da legislação e se insere como vetor de transformação cultural. Ela exige uma nova postura das organizações, dos profissionais e da sociedade como um todo. A efetividade da lei, segundo ela, depende do compromisso coletivo e da incorporação da privacidade como valor ético e social.
6. Como o cidadão pode se proteger no dia a dia?
O cidadão pode se proteger no dia a dia adotando atitudes simples que fazem diferença, como ler as políticas de privacidade antes de aceitar termos, desconfiar de pedidos excessivos de informações, utilizar senhas fortes e autenticação em dois fatores, evitar o compartilhamento de dados pessoais nas redes sociais e exigir transparência sobre a forma como suas informações são coletadas, armazenadas e utilizadas.
7. Por que o Dia Internacional da Proteção de Dados é tão importante?
A data reforça que privacidade não é um privilégio, mas um direito fundamental. Em um mundo hiperconectado, proteger dados pessoais significa proteger a identidade, a liberdade e a segurança de cada cidadão. A proteção de dados é uma responsabilidade compartilhada, e começa com informação, consciência e escolhas mais seguras no ambiente digital.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.