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O impacto da tecnologia na gestão de desastres naturais

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O impacto da tecnologia na gestão de desastres naturais
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É essencial enxergar a tecnologia como um meio, sem substituir a necessidade de
um mapeamento prévio rigoroso por parte das instituições governamentais. 

Por *Cleyton Leal

O Brasil tem vivenciado os impactos das
transformações ambientais que vêm se manifestado em fenômenos cada vez mais
intensos e frequentes. De acordo com o
Anuário Estadual sobre o
tema, elaborado pelo Instituto Clima e Sociedade e Centro Brasil no Clima, 70%
dos estados brasileiros não possuem planos de adaptação às mudanças climáticas.
Trazendo uma visão global, dados do World Weather Attribution apontam que os
dez desastres climáticos mais letais dos últimos 20 anos no mundo, somados,
mataram mais de 570 mil pessoas.

Em meio a este cenário, iniciativas tecnológicas
surgem como um farol de esperança para apoiar na mitigação desses problemas.
Sistemas de monitoramento e prevenção de desastres naturais, por exemplo, podem
transformar a maneira como o
poder público reage a
estes eventos, uma vez que permitem a criação de planos de ação mais eficazes,
possibilitando respostas rápidas para proteger pessoas potencialmente afetadas.

No entanto, é essencial enxergar a tecnologia como
um meio, sem substituir a necessidade de um mapeamento prévio rigoroso por
parte das instituições governamentais. Esse processo é fundamental para
desenvolver projetos que garantam ampla visibilidade a informações confiáveis e
integradas, contribuindo diretamente para salvar vidas.

Como inovar na gestão de desastres naturais

O primeiro e mais importante passo é a colaboração
entre instituições privadas de tecnologia, Ministério Público, Corpo de
Bombeiros, Defesa Civil e entidades que atuam em casos de desastres naturais,
como as voltadas a assistência social.

Em conjunto, reunindo dados estratégicos e mapeando
as necessidades da população, é possível criar soluções personalizadas para
enfrentar desafios como enchentes e deslizamentos. Além de beneficiar
diretamente os cidadãos, esses dados fortalecem a gestão pública,
proporcionando maior previsibilidade e contribuindo para a mitigação de riscos
futuros.

Um exemplo prático de aplicação da tecnologia nesse
contexto é a criação de uma infraestrutura que conecte a localização de
famílias em situação de vulnerabilidade ou residentes em áreas de risco
a sistemas de informação meteorológica. Por meio de uma plataforma moderna,
flexível e escalável, é possível processar todos esses dados em tempo real e
gerar alertas antecipados, facilitando a tomada de decisões e aumentando a
eficiência das ações preventivas.

Desta maneira, mais que reagir a ocorrências de
eventos climáticos, as autoridades passam a ter a oportunidade de antecipar-se
aos problemas, traçando planos estruturados que ofereçam condições básicas de
vida às populações afetadas.

Investimento necessário

A necessidade de promover ações preventivas frente
aos desastres naturais é iminente e pode trazer resultados significativos.
Porém, para que essa iniciativa alcance seu pleno potencial, é fundamental que
todas as frentes compreendam o real impacto da tecnologia neste cenário e a
explorem de maneira assertiva.

Assim, com a união da iniciativa privada e do poder
público é possível avançar a cada dia em projetos estruturados e sustentáveis,
capazes de atender de maneira efetiva às necessidades da sociedade. E para que
essa transformação ocorra, é indispensável dar o primeiro passo e estabelecer
um compromisso concreto com a inovação e a prevenção.

*Cleyton Leal é Líder de Serviços de Aplicativos da SoftwareOne, provedora global e líder em soluções de ponta-a-ponta para softwares e
tecnologia de nuvem.

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