IMTI-BR apresenta diagnóstico inédito sobre a maturidade da gestão de tecnologia no país e aponta avanço na eficiência operacional, mas lacunas na conexão com os objetivos de negócio
O lançamento do IMTI-BR, Índice de Maturidade da Tecnologia da Informação no Brasil, traz um diagnóstico inédito sobre como as empresas brasileiras estruturam, operam e evoluem suas áreas de TI.
Baseado em dados coletados diretamente com profissionais que atuam tanto na operação quanto na liderança, o índice oferece uma visão independente e imparcial do cenário nacional, sem influência de fornecedores ou interesses comerciais. A proposta é jogar luz sobre a realidade da tecnologia nas organizações, indo além de percepções subjetivas e consolidando evidências práticas sobre o nível de maturidade da área no país.
Idealizado por Daniel Cunha, executivo de tecnologia com mais de 15 anos de experiência em gestão de TI e transformação digital, o IMTI-BR nasce com o objetivo de traduzir, de forma estruturada, os principais desafios e avanços da área no Brasil. Segundo ele, a iniciativa surge da necessidade de criar um parâmetro confiável para empresas que buscam entender seu estágio atual e evoluir com mais consistência. “Faltava ao mercado um diagnóstico baseado na realidade de quem vive a operação e a gestão da TI no dia a dia. O IMTI-BR vem justamente para preencher essa lacuna e trazer mais clareza sobre onde estamos e para onde precisamos evoluir”, afirma.
A metodologia do índice avalia seis dimensões centrais da gestão de tecnologia, incluindo governança, gestão de serviços, operação, segurança e, de forma estratégica, o alinhamento entre TI e negócio. Diferente de análises focadas apenas em ferramentas ou inovação, o IMTI-BR observa a capacidade da área de tecnologia de sustentar o ambiente corporativo, garantir estabilidade operacional e, ao mesmo tempo, contribuir efetivamente para os resultados da organização.
Os dados revelam que a TI brasileira vem avançando de forma consistente no campo operacional. Há uma evolução perceptível na organização de processos, na padronização de rotinas e no controle de serviços, refletindo uma maior maturidade na sustentação dos ambientes tecnológicos. Esse movimento indica que muitas empresas já superaram estágios mais básicos de gestão e caminham para estruturas mais eficientes e previsíveis.
Por outro lado, o levantamento evidencia um ponto crítico que ainda limita o potencial da área: o alinhamento estratégico. Em grande parte das organizações, a TI ainda opera de forma reativa, com baixa participação nas decisões de negócio e pouca integração com os objetivos corporativos. Essa desconexão compromete a capacidade de geração de valor e reduz o impacto da tecnologia como alavanca de crescimento.
“O que vemos hoje é uma TI mais organizada e eficiente na operação, mas ainda distante das decisões estratégicas. Existe uma evolução clara na base, mas a conexão com o negócio ainda precisa amadurecer para que a tecnologia deixe de ser apenas suporte e passe a ser protagonista”, reforça Daniel Cunha.
Ao consolidar esses dados, o IMTI-BR se posiciona como uma ferramenta estratégica para empresas que buscam evoluir sua gestão de tecnologia com base em evidências concretas. O índice não apenas apresenta um retrato fiel do cenário atual, como também orienta lideranças sobre onde concentrar esforços para reduzir lacunas e aumentar a relevância da TI dentro das organizações.
Daniel Cunha é executivo de tecnologia com mais de 15 anos de experiência em gestão de TI, infraestrutura crítica e transformação digital, com atuação em ambientes de alta complexidade nos setores industrial, militar e de saúde.
Ao longo da carreira, liderou projetos multimilionários de modernização tecnológica, estruturou operações de TI em larga escala e implementou modelos de governança, gestão de riscos e eficiência operacional baseados em frameworks de mercado, sempre com foco na conexão entre tecnologia e resultado de negócio.
Atualmente, está à frente do IMTI-BR, iniciativa independente que busca mapear, com base em dados reais, o nível de maturidade da tecnologia da informação nas organizações brasileiras.