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Médicos abandonam plantões para empreender: Especialista analisa movimento por autonomia e lucratividade na carreira médica

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Uma nova onda de profissionais da medicina busca planejamento estratégico para escapar do esgotamento
dos convênios e construir consultórios particulares  de sucesso, aponta a estrategista Val Freire 
 
Escrito por Paulo Roberto do Amaral
 
Um movimento silencioso, porém, crescente, está redesenhando o cenário da carreira médica no Brasil. Exaustos por longas jornadas em plantões, baixa remuneração de convênios e falta de autonomia, um número cada vez maior de médicos está buscando um caminho alternativo: o empreendedorismo. Para realizar a transição de forma segura e lucrativa, eles recorrem a especialistas em marketing e gestão de carreira, que os ajudam a transformar competência técnica em um negócio sustentável. 
Val Freire, estrategista com mais de 20 anos de experiência e especializada em marketing médico, tem estado na linha de frente dessa transformação. Ela aponta que a falta de formação em negócios durante a faculdade deixa os médicos despreparados para os desafios do mercado. 
“O médico sai da residência como um profissional tecnicamente impecável, mas um gestor completamente leigo. Ele é jogado em um sistema que o remunera mal, consome seu tempo e o impede de praticar a medicina com a qualidade e a atenção que gostaria. O resultado é o esgotamento profissional e a sensação de que todo o esforço não é recompensado”, afirma Val Freire. 
O caso de um médico que, após ser feito refém por um paciente armado durante um plantão na UPA, decidiu mudar de vida, ilustra a urgência dessa transformação. Com o apoio estratégico de Val Freire, ele iniciou atendimentos em um coworking, e em 18 meses, inaugurou seu próprio consultório em um centro empresarial, conquistando independência financeira e de tempo. 
O trabalho de Val Freire, através de sua consultoria PreparaAção, foca em um planejamento estratégico individualizado, batizado de “2º Ato”. A metodologia vai na contramão das agências generalistas que vendem “pacotes de posts” e se aprofunda agora do profissional, traçando metas de curto, médio e longo prazo. 
“Muitos médicos acreditam que marketing é apenas ter um perfil ativo no Instagram. Isso é uma visão superficial que gera frustração. O que proponho é uma mudança de mentalidade: o médico precisa se enxergar como um empreendedor e seu consultório, como uma empresa. Isso envolve desde o planejamento financeiro para a transição até a criação de uma experiência de paciente que justifique o atendimento particular”, explica a estrategista. 
Com a crescente concorrência no setor, a diferenciação tornou-se crucial. Segundo Val Freire, a autoridade não é construída apenas com diplomas, mas com um posicionamento de mercado claro e uma comunicação estratégica e ética, alinhada às normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). 
“Meu trabalho é transformar competência médica em autoridade sustentável. O talento não pode ser desperdiçado por falta de estratégia. Um médico que controla sua carreira, seu tempo e suas finanças não apenas vivem melhor, mas também oferece um serviço de maior qualidade ao seu paciente. É um ciclo virtuoso onde todos ganham”, conclui Val Freire. 
 
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