Documento defende integração entre escolas, universidades, empresas e governos e apresenta dez medidas para estimular empreendedorismo, inovação e autonomia entre estudantes
O Instituto Êxito de Empreendedorismo lançou o Manifesto Nacional pela Educação Empreendedora, documento que propõe a transformação da educação empreendedora em uma política de Estado no Brasil. A iniciativa reúne dez propostas voltadas à educação básica, profissional e superior e defende maior integração entre instituições de ensino, empresas, governos e sociedade.
Segundo o manifesto, as mudanças provocadas pela inteligência artificial, automação, economia digital e transformação das relações de trabalho estão alterando as competências exigidas no mercado. Nesse cenário, o documento defende que a educação vá além da transmissão de conteúdos e desenvolva nos estudantes habilidades como criatividade, pensamento crítico, resolução de problemas, liderança, colaboração, autonomia e capacidade de inovação.
A proposta é apresentada pelo Instituto Êxito, organização da sociedade civil que reúne empresários, educadores, pesquisadores, executivos, reitores, mantenedores de instituições de ensino e outras lideranças. O documento é assinado por José Janguiê Bezerra Diniz, fundador e diretor-presidente da entidade e chanceler da Universidade Guarulhos (UNG).
O manifesto destaca que o empreendedorismo não deve ser associado exclusivamente à abertura de empresas. A proposta considera a capacidade de identificar problemas, criar soluções, mobilizar recursos e transformar ideias em projetos como competências aplicáveis a diferentes áreas, como educação, ciência, cultura, saúde, gestão pública e terceiro setor.
Entre as medidas apresentadas está a criação de uma estratégia nacional de educação empreendedora, articulando diferentes etapas da formação. O documento também propõe ampliar atividades práticas nas instituições de ensino, como projetos, oficinas, laboratórios, empresas juniores, hackathons, competições e iniciativas desenvolvidas em parceria com as comunidades.
Outra proposta é a formação de professores em metodologias ativas, aprendizagem baseada em projetos, inovação, tecnologia e empreendedorismo. O manifesto também defende a aproximação entre instituições de ensino e empresas, startups, organizações sociais, governos e empreendedores para que estudantes possam trabalhar na resolução de problemas reais.
Experiências práticas
O documento propõe ainda que cada estudante tenha, ao longo da formação, pelo menos uma experiência concreta relacionada ao empreendedorismo. A iniciativa poderia envolver a criação de uma startup, um projeto social, uma solução tecnológica, uma iniciativa cultural, um negócio local ou uma proposta de inovação dentro de uma organização.
A inteligência artificial também ocupa espaço entre as propostas. O Instituto Êxito defende que os estudantes sejam preparados não apenas para utilizar ferramentas de IA, mas também para empregá-las na criação e desenvolvimento de projetos. O manifesto cita possibilidades como pesquisa de mercado, desenvolvimento de protótipos, criação de softwares, produção de conteúdo e análise de dados.
O texto propõe ainda a criação de ecossistemas de inovação dentro das instituições de ensino, com laboratórios, incubadoras, aceleradoras, hubs, espaços maker e programas de pré-incubação. A intenção é aproximar estudantes e pesquisadores de empreendedores e investidores e ampliar a possibilidade de transformar projetos acadêmicos em iniciativas aplicadas.
Apoio a projetos estudantis
Para estimular a implementação das ideias desenvolvidas pelos estudantes, o manifesto defende a criação e ampliação de fundos, bolsas, editais e programas de capital-semente destinados a projetos de estudantes e recém-formados. Além do financiamento, a proposta prevê acesso a mentoria, redes de relacionamento e mercados.
A inteligência artificial também ocupa espaço entre as propostas. O Instituto Êxito defende que os estudantes sejam preparados não apenas para utilizar ferramentas de IA, mas também para empregá-las na criação e desenvolvimento de projetos. O manifesto cita possibilidades como pesquisa de mercado, desenvolvimento de protótipos, criação de softwares, produção de conteúdo e análise de dados.
O texto propõe ainda a criação de ecossistemas de inovação dentro das instituições de ensino, com laboratórios, incubadoras, aceleradoras, hubs, espaços maker e programas de pré-incubação. A intenção é aproximar estudantes e pesquisadores de empreendedores e investidores e ampliar a possibilidade de transformar projetos acadêmicos em iniciativas aplicadas.