Crédito do Trabalhador chega a 4 mil cidades; levantamento do Meu Consig mostra alcance nacional
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Contratos analisados estão presentes nos 27 estados, com maior concentração no Sudeste e três quartos fora da Região Sul

Os contratos do Crédito do Trabalhador registrados na base do Meu Consig estão distribuídos pelos 27 estados brasileiros e por aproximadamente 4 mil municípios. Embora a empresa tenha sede em Terra de Areia, no Rio Grande do Sul, cerca de três em cada quatro operações analisadas foram realizadas fora da Região Sul. O levantamento considera 80.072 contratos pagos entre 1º de janeiro e 29 de outubro de 2026.

A maior concentração está no Sudeste, responsável por 45,1% dos contratos. O Sul aparece na sequência, com 24,4%, enquanto o Nordeste reúne 14,6%. Centro-Oeste e Norte representam, respectivamente, 10,3% e 5,5% das operações.

O levantamento foi elaborado a partir de dados agregados e anônimos de 74.259 clientes, extraídos da base da empresa em 30 de outubro. Os percentuais mostram a distribuição geográfica dos contratos pagos intermediados pelo Meu Consig e não devem ser interpretados como participação de mercado ou como um retrato de todas as operações realizadas no país.

São Paulo lidera entre os estados

Na divisão por unidade da Federação, São Paulo concentra 26,6% dos contratos analisados. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 9,7%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 9,3%. Paraná (8,1%), Santa Catarina (7%) e Rio de Janeiro (6,9%) completam as seis primeiras posições.

A Bahia ocupa o sétimo lugar, com 4,1% das operações, seguida por Goiás, com 4%, e Pernambuco, com 2,8%. Mato Grosso representa 2,7%, enquanto Pará registra 2,4%.

O restante da distribuição inclui Mato Grosso do Sul (2,2%), Ceará (2,1%), Espírito Santo (1,9%), Maranhão (1,5%), Amazonas e Distrito Federal (1,4% cada), além de Rio Grande do Norte (1,2%).

Perfil das operações também aparece no levantamento

Além da distribuição territorial, os dados mostram que a maior parte dos contratos envolve valores de até R$ 3 mil. Essa faixa representa 71,7% das operações, enquanto o valor médio contratado no período foi de R$ 2.506.

O perfil etário tem concentração entre trabalhadores de 25 a 44 anos, que correspondem a 66,5% dos clientes analisados. As mulheres representam 42,6% dos contratos e os homens, 57,4%.

O prazo médio dos novos contratos também mudou ao longo do ano. Em janeiro, era de 13,3 meses; em outubro, chegou a 38,9 meses. No mesmo intervalo, a parcela média caiu de R$ 374,52 para R$ 212,34, uma redução de aproximadamente 43%.

Parcela menor não elimina a necessidade de comparar propostas

O prazo mais longo pode reduzir o valor mensal da prestação, mas também pode aumentar o total desembolsado durante a vigência do contrato. Por isso, especialistas em educação financeira recomendam que a decisão não seja baseada apenas no valor da parcela: é necessário conferir o prazo, os juros e o Custo Efetivo Total.

O Meu Consig, responsável pelo levantamento, é um correspondente bancário sediado em Terra de Areia, no Rio Grande do Sul. A empresa intermedeia o acesso a produtos financeiros, mas a análise, a aprovação e a concessão do crédito cabem às instituições financeiras parceiras.

O trabalhador pode conhecer melhor a modalidade e consultar condições pelo guia e simulação do Crédito do Trabalhador.

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