Educação

Campanha pretende criar primeiro Índice Municipal de Gênero do Brasil para fortalecer políticas públicas

Share
Divulgação
Divulgação
Share

Tewá 225 e Abrace uma Causa se unem para transformar dados do relatório “Piores Cidades para Ser Mulher” em ações do setor privado e políticas públicas efetivas

A Abrace uma Causa e a Tewá 225 – consultoria que realiza estudos e projetos para enfrentar problemas socioambientais das empresas, organizações e governos – anunciam hoje o lançamento de uma campanha nacional de mobilização para viabilizar o primeiro Índice Municipal de Gênero do país. A iniciativa convoca o setor privado e doadores individuais para a composição de um fundo que financiará o desenvolvimento do indicador, desenhado para transformar dados em metas práticas de ESG e políticas públicas.

A urgência do projeto é respaldada por um levantamento inédito da Tewá 225, que serve de diagnóstico para a campanha: nenhuma das 319 grandes cidades brasileiras analisadas atingiu níveis satisfatórios de igualdade de gênero. O estudo “Piores Cidades para Ser Mulher” revela que 85% dos municípios com mais de 100 mil habitantes apresentam índices “muito baixos” em áreas críticas como representatividade política, segurança e equidade salarial.

O cenário detalhado pelo estudo revela abismos estruturais, especialmente na região amazônica, onde 97% das cidades receberam a pior classificação de igualdade de gênero. A vulnerabilidade é agravada por uma crise de segurança pública, com 99% dos municípios registrando taxas de feminicídio consideradas “muito altas”: acima de 3 casos para cada 100 mil mulheres. Esse diagnóstico crítico reflete a baixa representatividade nos espaços de decisão, já que em 96% das câmaras municipais a presença feminina não atinge sequer a marca de 30%. No centro dessa desigualdade estão as mulheres negras, que compõem a maioria da população analisada (52,7%) e são as mais severamente impactadas pela ausência de políticas afirmativas e proteção estatal.

“Expor as piores cidades é trazer à tona questões negligenciadas que demandam atenção urgente dos novos gestores municipais. A criação de um novo índice, mais robusto e com mais temas, apoiará os futuros investimentos em gênero no país”, explica Luciana Sonck, CEO da Tewá 225 e coordenadora do estudo.

No ranking, Paranaguá (PR), São Pedro da Aldeia (RJ) e Camaçari (BA) aparecem como as cidades mais desafiadoras para as mulheres. No topo oposto, Araras (SP) e Brasília (DF) lideram como as mais inclusivas, embora ainda tenham desafios pendentes.

Conheça a campanha: tewa225doe.abraceumacausa.com.br

Sobre a Tewá 225

A Tewá 225 é uma consultoria que realiza estudos e projetos para enfrentar problemas socioambientais das empresas, organizações e governos. Desde 2013, emprega uma metodologia própria de escuta e participação social na construção de estudos e soluções com recortes de gênero, raça, territorialidade e gestão do conhecimento, sendo responsável pelo estudo Piores Cidades para Ser Mulher, que mapeia municípios e capitais brasileiras nas metas do ODS 5 (Igualdade de Gênero). A empresa já atuou com mais de 50 empresas e organizações, como Unesco, ONU Mulheres, GIZ, WRI, OIT, Unicef, reNature, Auren Energia, Tereos, Fundação Tide Setubal e Instituto Votorantim, em mais de 50 cidades de todas as regiões do país. A Tewá 225 é composta 100% por mulheres, certificada pela Rede Mulher Empreendedora, membro da rede Parceiros Pela Amazônia (PPA) e signatária do acordo “Race to zero” (compromissos de redução de emissões de carbono ou neutralização de suas emissões), pelo qual também integra a rede SME Climate Hub.

Sobre a Abrace uma Causa

A Abrace uma Causa é uma social tech que estrutura e opera soluções de mobilização de recursos para o Terceiro Setor, integrando tecnologia, estratégia de comunicação, governança e inteligência de dados. Referência na destinação digital do Imposto de Renda Pessoa Física para projetos incentivados, apoia empresas, institutos e fundações na construção de jornadas de impacto alinhadas às suas estratégias de negócio e compromissos sociais.

Share
Artigos Relacionados
Carol Melo/FENATRAD
Educação

Estudo revela que apenas 25% das trabalhadoras domésticas têm carteira assinada e acende alerta sobre risco de “reclassificação”

Levantamento da OIT aponta alta informalidade, baixos salários e sobrecarga na categoria;...

Divulgação
Educação

Bibliotecas digitais brasileiras fortalecem o ensino superior

A expansão da educação a distância (EaD) tem transformado o ensino superior...

Banco de Imagens
Educação

EY Empodera impulsiona inclusão na economia digital ao formar talentos para o futuro do trabalho

Mais do que um programa de capacitação gratuita, o EY Empodera se...

Divulgação
Educação

Projetos culturais e educativos podem ser acelerados por programa gratuito da AXIA e Instituto Phomenta

Iniciativa apoiará 40 organizações em processo formativo, que podem ser oriundas de...